Confesso que nos últimos tempos tenho andado de tal forma absorvida pelo trabalho (e mais outros trabalhos) que nem me apercebi que o
Natal tinha chegado.
É certo que alguns dos trabalhos tinham que ficar prontos para o Natal, pois eram para oferecer a amigos e familiares, contudo o meu calendário estava um poco desfazado do calendário real.
Quando me aprecebi faltavam dois dias para a noite de consoada e ainda não tinha comprado os restantes presentes, nem terminado as minhas modestas produções.
A parte boa é que pude afastar-me do trabalho que me paga o ordenado ao final do mês e entregar-me à febre consumista que caracteriza esta
época.
Enfim, mas bastou um dia para correr diversas lojas à procura do presente “ideal” para cada pessoa que ainda não tinha sido assinalada da minha lista e ainda, para almoçar e lanchar com aquelas amigas que estão sempre no coração, mas com quem nem sempre consigo estar.
Depois de uma maratona de compras compulsivas e de um serãopa ra acabar os presentes feitos por mim, bastaram duas horas de viagem, para me
reunir à restante família, para que o trabalho e o cansaço dos últimos dois dias ficassem distantes.
É fascinante perceber que basta mudar de cenário e centrar a nossa atenção em quem nos rodeia (principalmente nas crianças) para tudo resto perder
o protagonismo da nossa “vidinha”.
Depois das gargalhas, das histórias partilhadas e do som do papel de embrulho a rasgar fica uma sensação agradável de calma e paz interior…
É certo que amanhã é dia de regressar ao trabalho e à ansiedade de encontrar espaço para respirar entre o urgente e o importante, mas
sinto-me outra… ou pelo menos renovada.
FELIZ NATAL!
Se há coisa que me irrita cada vez mais é ter que lidar com pessoas que passam o tempo todo concentradas nos aspectos negativos da vida.
Quer seja um desentendimento (passageiro) com o marido/mulher, namorado/namorada ou mesmo com um/uma colega de trabalho. Ou simplesmente porque se sentem incapazes lidar com uma adversidade que surgiu.
A vida é muito mais do que "pequenos episódios" que não correm como queremos. Aliás o problema começa logo aí - em querermos que as coisas saiam sempre como imaginámos! Mas se pararamos para pensar um pouco, e reflectirmos sobre aquilo que nos atromenta e o que queremos para a nossa vida vamos concluir que:
- A vida é demasiado curta para ser desperdiçada em arrelias que perdem todo e qualquer significado 10 anos, 1 ano, 1 mês ou mesmo uma semana depois.
- Se nos desviarmos do nosso caminho para a felicidade (o que quer que isso seja para cada um) só porque determinado pormenor do nosso dia destoa daquilo que imaginámos, é bem provável que nunca atinjamos a nossa felicidade, ou pelo menos o bem estar que nos conduz a esse estado.
Enfim o que eu aprendi é que temos que pensar em grande, no global e não em coisas miúdas que fazem parte da vida. E quando algo não corre como o esperado o melhor é respirar fundo e tentar arranjar uma solução para seguir em frente em vez de ficar preso ao sentimento de revolta e incompreensão que não nos conduz a lado nenhum.
Eu sei que a vida é dura e dificil, mas às vezes basta olhar pela janela ver o céu azul lá fora ou olhar para dentro de nós e recordar algo bom ou positivo do passado ou do presente, para que seja mais fácil seguir o nosso caminho (interminável) em busca daquilo que nos faz sentir bem.
Esta foi a música que ouvi esta manhã e que transformou uma manhã triste num dia melhor...
p.s- Só me deixa triste o verificar que na internet quase que há mais comentários sobre a orientação sexual do vocalista da banda do que sobre o quanto fantástica é esta música e como é extraordinária a voz de Jimnmy Somerville...
esta música diz tudo sobre o meu estado de espírito...
Encontrar um escape não foi fácil, apesar de agora parecer algo perfeitamente natural. Devo confessar que nos últimos meses tricotei e dediquei-me a fazer bijutarias com uma energia tal e com um espírito criativo que desconhecia em mim.
Contudo contar malhas e voltas em tricot, enviar contas e missangas em fio ou mesmo moldar arame faz-me “esquecer” tudo o resto a ajuda-me a distanciar de certas arrelias.
Aliás esta descoberta tornou-me uma pessoa (relativamente) mais calma e com a capacidade de sobreviver a um ritmo stressante e de grande pressão no trabalho. Enfim é algo que aconselho a toda a gente… não necessariamente tricotar a fazer bijutaria, mas a arranjar uma actividade manual que exija concentração (no aqui e agora).
A semana terminou de forma “estranha” … como já há muito que não acontecia.
Depois de um dia de stress constante ainda consegui sair do trabalho de sorriso no rosto a com uma palavra reconfortante para quem ficava mais umas horas. Mas chegada à rua (mesmo antes de chegar ao carro) fui invadida por uma vontade enorme de não regressar a casa… não sabia para onde ir, mas também não apetecia “fugir” para o aconchego do lar e deparar-me com os rostos familiares.
Sentia-me completamente “vazia”, com se toda a minha energia se tivesse esvaído durante as últimas 8 horas de trabalho.
Completamente sem rumo e sem qualquer “vontade” fui até ao centro comercial mais próximo e deambulei durante cerca de uma hora pelas lojas – entrei e quase todas e não comprei nada… No final fiz uma refeição rápida num restaurante de fast food e regressei a casa ciente que não estava melhor mas pelo menos “controlada” e com capacidade de “disfarçar” a minha falta de ânimo.
Hoje foi dia de folga e tudo parece querer voltar ao normal…
Depois de um dia normal de trabalho, consegui jantar a horas e arrumar a cozinha enquanto (ou)via o noticiário.
Já depois de ter deixado o fogão a brilhar e cansada de ouvir falar de crise, desemprego e de greves apeteceu-me fazer bijutaria... fui buscar o meu tabuleiro e a caixas de contas e materiais e fiz uns brincos para usar amanhã.
Enfim nada como meia hora a experimentar combinações de contas e a moldar arame para me sentir melhor. No fim das contas nem a chuva que teima cair lá fora me distrai pois sinto-me bem melhor com os meus novos brincos nas orelhas...
Eu sei que é piroso mas esta foi a música que passou na rádio (m80) quando regressava a casa esta noite... e simplesmente me fez esquecer um dia chato de muito trabalho.
Não se deve dançar em quando se conduz mas como uma música destas é impossível...
fui à procura do video, que já não via há anos e no youtube só encontrei esta versão.
Porque é que será que teimo em preencher a minha vida com coisas, objectos, hobbies e mesmo com trabalho se aquilo que me completa está tão distante de tudo isso?
Será que tento compensar vivendo intensamente, por vezes compulsivamente e mesmo de forma viciante, tudo aquilo que me deixa "mais ou menos" distraída da realidade?
Será que é mais fácil iludir-me do que partir em busca da felicidade, mesmo que isso signifique passar pela desilusão?
. o verdadeiro significado ...
. basta uma música para ani...
. A neura
. terapia
. estranha